<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376</id><updated>2012-01-29T00:00:48.874-02:00</updated><category term='Grafite'/><category term='encontro'/><category term='solidão'/><category term='peixinho'/><category term='mulher'/><category term='peixe'/><category term='Rodoviária Novo Rio'/><category term='oceano'/><category term='independência'/><category term='Presidente Vargas'/><category term='Rodrigues Alves'/><category term='Centro'/><title type='text'>bittersweet me.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-4398479923102350977</id><published>2012-01-28T23:54:00.000-02:00</published><updated>2012-01-28T23:54:43.673-02:00</updated><title type='text'>Considerações de um coração semidesacordado.</title><content type='html'>Se sua mão não repousa a minha,&lt;br /&gt;Se seu capricho é maior que meu cansaço,&lt;br /&gt;Se o nosso lugar ouvi você chamar de seu,&lt;br /&gt;Se o egoísmo é partícula fundamental,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se diz e repete que na vida serei sozinha&lt;br /&gt;Se não olha ou sorri nos detalhes que faço&lt;br /&gt;Se não estão no mesmo ritmo os passos,&lt;br /&gt;E os olhos não se encontram mais nos opostos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E toda essa falta de conclusão é sem motivo,&lt;br /&gt;É metade do que pensa um coração semidesacordado,&lt;br /&gt;Que de tanto espancado, anda a flertar com a solidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-4398479923102350977?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/4398479923102350977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=4398479923102350977&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/4398479923102350977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/4398479923102350977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2012/01/consideracoes-de-um-coracao.html' title='Considerações de um coração semidesacordado.'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-5543526992872857202</id><published>2011-11-27T23:07:00.001-02:00</published><updated>2011-11-27T23:08:17.453-02:00</updated><title type='text'>a manhã sua,</title><content type='html'>Poderiam imaginar que se trata de preguiça ou de uma estranha mania de  se espreguiçar excessivamente ao acordar. A verdade é que  naquela hora em que a manhã vem me despir do sono, já não sei mais o que  sou eu separado de você. Onde começa o meu corpo e terminam os seus  braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é essa, mas não só. Outra parte dela é que quando vem de novo a  manhã pra nos despir dos sonhos, já estamos neles tão submersos que preferimos puxá-los pelo acordar adentro. De mãos dadas pelas ruas cinza envoltos em reflexos amarelos. De amarelo em amarelo, no vermelho do meu rosto varrido pelos seus cílios incautos que revolteiam nessa pele manchada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cada manchinha do nariz reconhecida pelo canto da sua boca, e cada parte encaixada como peças de uma só caixa, e cada pé encostado na ponta da cama, e cada ferida cuidada, e cada dia terminado, e cada risada dividida no rastro do olhar... e cada um, cada dois, cada não-despertar de cada dia... a manhã sua, amanheceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-5543526992872857202?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/5543526992872857202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=5543526992872857202&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/5543526992872857202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/5543526992872857202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2011/11/manha-sua.html' title='a manhã sua,'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-251172198633442769</id><published>2011-10-25T22:14:00.004-02:00</published><updated>2011-10-25T22:47:37.110-02:00</updated><title type='text'>Na próxima, por favor.</title><content type='html'>Escuta, você já perdeu o ponto no ônibus? Eu perco quase todo dia. É que a minha cabeça não é daquelas que pensa e despensa, ela vai pipocando ideias em formato de bolha de sabão. A danada sai flutuando por aí e não há Cristo que a consiga deter. Bolha de sabão, sabe como é, né? Elas estouram quando bem entendem e aí lá vem o hoje me puxando pelos tornozelos. Baque no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, isto é outro assunto. Queria mesmo falar do exato momento em que você percebe que perdeu o ponto de ônibus. Levanta a cabeça, os olhos revolteiam para todos os lados buscando alguma familiaridade em forma de rua ou parede, mas nada. Aí vêm os segundos de pânico, em que você não consegue decidir se o melhor é parar ali mesmo, não importa onde, ou esperar atéééé...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, perdi o ponto e não contei a ninguém. Quando o grito escapou urgente da garganta, o moço me olhou estranho: "Mas aqui, menina? Não acha perigoso descer assim, na estrada, no meio do nada?". Na hora, só desci grata pelo pingo de educação, tão raro nessas horas em que o erro foi seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não posso ficar no ônibus porque não sei como é o ponto final, nunca vi a cara dele. Não sei se ia gostar dos cortornos, se ia querer tirar uma foto. Na verdade, não sei sequer se ele é melhor ou pior do que qualquer ponto de antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, na hora em que as coisas acontecem, as bolhas de sabão vão batendo umas nas outras assim: não-sei-não-sei-não-sei. Essa hora em que você deveria dar todas as respostas e sempre fala nada. Depois, enquanto corria na estrada com todos os carros na direção oposta, plic, plic, plic as bolhas e eu já sabia: perigoso, moço, é ficar aqui esperando pra ver como é esse tal ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E continuei correndo. Vai que tem alguma coisa vindo atrás, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QJfM3j34uTY/TqdYnKwNzQI/AAAAAAAAAJA/1vDvOZ1Qi7s/s1600/tumblr_ltmsnn05JL1qcamxfo1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/-QJfM3j34uTY/TqdYnKwNzQI/AAAAAAAAAJA/1vDvOZ1Qi7s/s400/tumblr_ltmsnn05JL1qcamxfo1_500.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-251172198633442769?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/251172198633442769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=251172198633442769&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/251172198633442769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/251172198633442769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2011/10/na-proxima-por-favor.html' title='Na próxima, por favor.'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-QJfM3j34uTY/TqdYnKwNzQI/AAAAAAAAAJA/1vDvOZ1Qi7s/s72-c/tumblr_ltmsnn05JL1qcamxfo1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-1464489134410850574</id><published>2011-10-05T23:43:00.002-03:00</published><updated>2011-10-05T23:51:24.907-03:00</updated><title type='text'>A roupa do avesso.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-B-A8KReHKdU/To0XZi-24XI/AAAAAAAAAIo/GAgsDr6n6vU/s1600/tumblr_lsh5fqkIwt1qh14tuo1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-B-A8KReHKdU/To0XZi-24XI/AAAAAAAAAIo/GAgsDr6n6vU/s320/tumblr_lsh5fqkIwt1qh14tuo1_500.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu vestir a roupa do avesso,&lt;br /&gt;não cortar as etiquetas,&lt;br /&gt;se eu assistir novelas&lt;br /&gt;e perder a mania de estalar os dedos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu tiver menos rompantes,&lt;br /&gt;controlar a impulsividade,&lt;br /&gt;pintar as unhas só de branco,&lt;br /&gt;quiser morar nessa cidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu não for obcecada por banho,&lt;br /&gt;gostar de mim sem maquiagem&lt;br /&gt;souber lidar com elogios&lt;br /&gt;e passar a vestir roupa dentro de casa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu não falar tão alto,&lt;br /&gt;não criticar as coisas&lt;br /&gt;não planejar por nós&lt;br /&gt;e não ligar pra bagunça na gaveta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu compreender cada vírgula&lt;br /&gt;e não esperar mais cumplicidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu gostar dos hiatos de beijo&lt;br /&gt;Se eu não ligar pra falta de saudade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu entender de uma vez,&lt;br /&gt;Que &lt;i&gt;se &lt;/i&gt;é função condicional&lt;br /&gt;e &lt;i&gt;eu &lt;/i&gt;número real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu vestindo a roupa do avesso...?&lt;br /&gt;Ou! É avesso, n'é começo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-1464489134410850574?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/1464489134410850574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=1464489134410850574&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/1464489134410850574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/1464489134410850574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2011/10/roupa-do-avesso.html' title='A roupa do avesso.'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-B-A8KReHKdU/To0XZi-24XI/AAAAAAAAAIo/GAgsDr6n6vU/s72-c/tumblr_lsh5fqkIwt1qh14tuo1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-5562897726106399645</id><published>2011-09-14T08:35:00.004-03:00</published><updated>2011-09-14T20:53:10.708-03:00</updated><title type='text'>and, (ou chronicle of all things foretold)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IikFZmiSwQI/TnE3WT2MGII/AAAAAAAAAIg/u0y334736UA/s1600/tumblr_lrj8uy2CTp1qcxh5ro1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" rba="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-IikFZmiSwQI/TnE3WT2MGII/AAAAAAAAAIg/u0y334736UA/s320/tumblr_lrj8uy2CTp1qcxh5ro1_500.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;You said "may you come, come with me, &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;To a&amp;nbsp;previously lonely, now such lovely ride?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A harm free path, is there anyone to hurt me?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"No, not a single soul, I wouldn’t let (them)"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;There were popcorn bumps in&amp;nbsp;our&amp;nbsp;way,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;So light, let them go melt under my fingers&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;And what (why, you see?) would I worry about it?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;When my eyes were stuck in pretty things that linger&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;And,&lt;/strong&gt; as we hit the new born rocks on the trail,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;They slip right through those yellow warm leafs&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Pain filled my knees, but my ears had honey bees&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;They wouldn’t feel the pain, did not hear me complain&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;And we st-ste-step-by-step, we hit the road&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Regardless the warnings screaming "told you so"&lt;br /&gt;The caravan flipped over, so much of me died&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Come whisper, say anything but that I haven’t tried&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;[In the yellow leaf warm path, &lt;br /&gt;now gray cold stones all set&lt;br /&gt;never wonder, never ask&lt;br /&gt;blindness prevents regret]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I thought you said no pain, you see&lt;br /&gt;how about all this blood in my hands?&lt;br /&gt;"This is blood I never asked, never asked, &lt;br /&gt;never wondered. Worry not, I am sure."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[sure of what?&lt;br /&gt;please, do not ignore]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Open up, let me stay&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I opened my ribcage to cut this heart and fit your ways&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;And as the doctors came to stitch back my chest, &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Look around, broken me, look around: he left.&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: center;"&gt;Maybe it’s for the, e… maybe for the best.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/KcbrCMKc4Bs" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-5562897726106399645?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/5562897726106399645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=5562897726106399645&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/5562897726106399645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/5562897726106399645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2011/09/pararan-rara-raran-rara-rara.html' title='and, (ou chronicle of all things foretold)'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-IikFZmiSwQI/TnE3WT2MGII/AAAAAAAAAIg/u0y334736UA/s72-c/tumblr_lrj8uy2CTp1qcxh5ro1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-8412566803759561710</id><published>2011-08-14T02:20:00.006-03:00</published><updated>2011-08-15T21:22:23.800-03:00</updated><title type='text'>12ª D.P.</title><content type='html'>Muitos diriam que aquela fora a investigação mais fácil de sua carreira. Os rasos e sem imaginação. Era mesmo o óbvio a se pensar: aquele corpo de moça estirado no chão, um tiro no peito milimetricamente calculado e uma carta de confissão ao lado da arma abandonada. Crime passional, homicídio doloso, joguem na cadeia, cortem-lhe a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Delegado Torres, no entanto, analisou a cena mais de nove vezes. Andou pelo cômodo escuro percorrendo cada trajeto possível, empunhou a arma, empunhou a caneta, refez o disparo mentalmente. Os peritos, já com digitais colhidas, esgueiravam-se nos cantos para rir e destilar o escárnio: "Será que ele tá achando que vai ganhar por hora de investigação? Ô, Delegado... o salário é o mesmo no fim do mês, hein...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quase sete semanas depois que a delegacia se encheu de câmeras e repórteres afobados em pintar a nova chacota do horário nobre. O Delegado Torres ficou doido, com certeza, ficou. Com passos lentos, aquele quase aposentado iniciou a marcha que definiria seu fim de carreira. Eram os metros entre ele e a frase pela qual seria lembrado para sempre. O último passo, os flashes estouraram, tantos gritavam que quase não se podia ouvir:&lt;br /&gt;- Doutor Delegado, por que essa mudança repentina?&lt;br /&gt;- Simplesmente porque descobrimos a verdade.&lt;br /&gt;- Mas o senhor mesmo, com carta de confissão em punho, declarou homicidío doloso! Agora vem desdizer?&lt;br /&gt;- Nunca disse que não foi homicídio.&lt;br /&gt;- E então?&lt;br /&gt;- A moça atirou no próprio coração.&lt;br /&gt;- Como é que é? Então é suicídio?&lt;br /&gt;- Não, é o que você ouviu. Homicídio. Mas foi caso de legítima defesa.&lt;br /&gt;- Legítima defesa, doutor?&lt;br /&gt;- Pois é, rapaz... Culpa daquele coração que batia raivoso no peito.Um dia, o bicho tomou forma e resolveu começar a decidir por ela. Aí a moça enfezou. Calculou onde ele estava, marcou com hidrocor e pimba. Atirou.&lt;br /&gt;- No próprio coração...&lt;br /&gt;- É. É que chegou um ponto que... era ele ou ela, entende? Os dois já não podiam conviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cYCW5tEB53Q/TkmwAQlvOqI/AAAAAAAAAHc/vuCrJEwkCXI/s1600/tumblr_lpzsy7j5sv1qmu3ayo1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="247" src="http://1.bp.blogspot.com/-cYCW5tEB53Q/TkmwAQlvOqI/AAAAAAAAAHc/vuCrJEwkCXI/s400/tumblr_lpzsy7j5sv1qmu3ayo1_500.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-8412566803759561710?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/8412566803759561710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=8412566803759561710&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/8412566803759561710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/8412566803759561710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2011/08/12-dp.html' title='12ª D.P.'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-cYCW5tEB53Q/TkmwAQlvOqI/AAAAAAAAAHc/vuCrJEwkCXI/s72-c/tumblr_lpzsy7j5sv1qmu3ayo1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-6433927304582764625</id><published>2011-07-18T22:39:00.001-03:00</published><updated>2011-07-19T00:01:23.512-03:00</updated><title type='text'>Pretérito-mais-que-perfeito. (ou Casa Vazia)</title><content type='html'>Era pra ser um abraço único, que não começa em um e nem termina no outro&lt;br /&gt;Era pra ser a cumplicidade dos olhares que não precisam se encontrar para estarem juntos&lt;br /&gt;Era pra ser a respiração sincronizada, um peito abaixa para o outro levantar&lt;br /&gt;E o sono mergulhado nos sonhos mútuos, na sala de estar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era pra ser a verdade nua e sem vergonha dos cílios que julgam&lt;br /&gt;Era pra ser o entrelace dos dedos espantando o medo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era pra ser mais do que a sombra do que era pra ser.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oKIUqeO7ZYg/TiTgI8w1rAI/AAAAAAAAAHQ/9VPJ3f41GXY/s1600/casavazia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;E era... a espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oKIUqeO7ZYg/TiTgI8w1rAI/AAAAAAAAAHQ/9VPJ3f41GXY/s1600/casavazia.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-oKIUqeO7ZYg/TiTgI8w1rAI/AAAAAAAAAHQ/9VPJ3f41GXY/s320/casavazia.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-6433927304582764625?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/6433927304582764625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=6433927304582764625&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/6433927304582764625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/6433927304582764625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2011/07/preterito-mais-que-perfeito-ou-casa.html' title='Pretérito-mais-que-perfeito. (ou Casa Vazia)'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-oKIUqeO7ZYg/TiTgI8w1rAI/AAAAAAAAAHQ/9VPJ3f41GXY/s72-c/casavazia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-4216600927445603399</id><published>2011-05-19T00:06:00.004-03:00</published><updated>2011-07-19T00:02:25.143-03:00</updated><title type='text'>Why she decided to be a reptile.</title><content type='html'>Put an umbrella in her purse,&lt;br /&gt;Buy extra tissues when it's cold, &lt;br /&gt;Have a mint hanging by the keys, just in case.&lt;br /&gt;Charge fully loaded batteries, &lt;br /&gt;Double wraps on every sandwich,&lt;br /&gt;Carry around all make up items, just in case.&lt;br /&gt;Buy a new one before the old is over,&lt;br /&gt;Have a pen, some change and all kinds of medicine&lt;br /&gt;Just in case.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Get herself a new lipstick and some new clothes, &lt;br /&gt;Leave that big nice suitcase for runaways lurking nearby&lt;br /&gt;Slowly move everything out of his closet,&lt;br /&gt;Wearing her favorite running shoes,&lt;br /&gt;Just in case.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And wonders around like a turtle with the whole wide world on her back,&lt;br /&gt;just in case home, love or hope falls apart&lt;br /&gt;and there's again the need&lt;br /&gt;to build beginnings&lt;br /&gt;over and over&lt;br /&gt;again.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Iy0HhMGOEug/TdSGbZlsZhI/AAAAAAAAAGs/89ZRJKcXZjo/s1600/tumblr_lkkqf4jwxW1qzv7h6o1_500.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-Iy0HhMGOEug/TdSGbZlsZhI/AAAAAAAAAGs/89ZRJKcXZjo/s320/tumblr_lkkqf4jwxW1qzv7h6o1_500.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-4216600927445603399?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/4216600927445603399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=4216600927445603399&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/4216600927445603399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/4216600927445603399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2011/05/why-she-decided-to-be-reptile.html' title='Why she decided to be a reptile.'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Iy0HhMGOEug/TdSGbZlsZhI/AAAAAAAAAGs/89ZRJKcXZjo/s72-c/tumblr_lkkqf4jwxW1qzv7h6o1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-4667835883638960707</id><published>2011-03-30T00:59:00.001-03:00</published><updated>2011-03-30T01:02:42.615-03:00</updated><title type='text'>De balão.</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A primeira parte. Todos os repetidos despertares, maravilhosamente iguais. Os sorrisos dos dentes, água na bochecha, shampoo no cabelo, batom na boca e pé na rua. Isso tudo todo dia, tudo do dia isso mesmo: essa felicidade planejada que dá pontadinhas no pulmão quando a gente respira.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; A segunda parte. Passar o dia enfileirando suas pecinhas de dominó numa cadeia infinita de pensamentos e palavras (atos e omissões por minha culpa? Minha tão grande culpa?). Aprendera há tempos e duras penas que essa era a melhor maneira de ser feliz. Cálculos milimétricos em passos de formiga.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; A terceira parte. A outra parte. É aquela parte que, com o passar do tempo, teima em desequilibrar. Você já enfileirou dominó? Sabe como é, quando uma peça bem pequena pensa em cair? É aí que as outras começam a tremer sozinhas e vão assim, uma a uma, derrubando as vizinhas. E não precisa muito não. É só aquele fio invisível que prende dois olhares na mesma direção se lacear um pouquinho. Basta aquela pilha de palavras não ditas se formando em cima da mesa do jantar. É um segundo. Eu sei disso. Ela sabe.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A quarta parte. É a parte em que a gente sacode a mesa. E não espera pra ver se o jogo continua de pé. Sacode e sai correndo, porque tem que abrir a janela pra olhar pra fora. Ali fora tem balão. Felicidade que voa de linha cortada ou amarrada, esbarra e flutua por onde der.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ali fora tem um balão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xqyLMmmlEm8/TZKqQv5mG_I/AAAAAAAAAGk/_OLapnOfKeA/s1600/tumblr_lhef118Cxp1qzv7h6o1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="229" src="http://2.bp.blogspot.com/-xqyLMmmlEm8/TZKqQv5mG_I/AAAAAAAAAGk/_OLapnOfKeA/s320/tumblr_lhef118Cxp1qzv7h6o1_500.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;http://inspiro.tumblr.com/&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-4667835883638960707?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/4667835883638960707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=4667835883638960707&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/4667835883638960707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/4667835883638960707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2011/03/de-balao.html' title='De balão.'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xqyLMmmlEm8/TZKqQv5mG_I/AAAAAAAAAGk/_OLapnOfKeA/s72-c/tumblr_lhef118Cxp1qzv7h6o1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-9126524587695213332</id><published>2010-07-12T22:59:00.003-03:00</published><updated>2011-07-19T00:08:29.586-03:00</updated><title type='text'>Tinta no rosto</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Y-PK1bTbZXY/TiT0_eb_bHI/AAAAAAAAAHU/SEYvuDdfMak/s1600/tumblr_lojsf9OVWT1r045zoo1_500.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://3.bp.blogspot.com/-Y-PK1bTbZXY/TiT0_eb_bHI/AAAAAAAAAHU/SEYvuDdfMak/s320/tumblr_lojsf9OVWT1r045zoo1_500.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Você conta suas mentiras&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;E a platéia aplaude de pé&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;No fundo mesmo, uma fraude&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;É tudo o que o povo quer&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Vai se fazendo de santa,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Desentendida, generosa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Disfarçando suas intenções&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Em versos de menção honrosa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;E cava buracos no chão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Dizendo que são para as flores&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Mas sei que é para enterrar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A alegria de antigos amores&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Agradece o público lúdico&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Bendiz os dias que conta&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Esconde as gotas de inveja&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Naquelas mentiras que monta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Feche as cortinas, menina&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Fica você no palco&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Pra que tanta hipocrisia?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Pra que gritar tão alto?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Os holofotes já se apagaram&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Será que assim você vê&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Que é exatamente aquilo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O que tanto tenta esconder...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-9126524587695213332?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/9126524587695213332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=9126524587695213332&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/9126524587695213332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/9126524587695213332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2010/07/tinta-no-rosto.html' title='Tinta no rosto'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Y-PK1bTbZXY/TiT0_eb_bHI/AAAAAAAAAHU/SEYvuDdfMak/s72-c/tumblr_lojsf9OVWT1r045zoo1_500.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-391610620579543527</id><published>2010-05-09T21:42:00.001-03:00</published><updated>2010-05-09T21:43:08.885-03:00</updated><title type='text'>É isso.</title><content type='html'>É esse seu jeito de olhar tudo de uma vez só que assusta. Esses teus olhos enormes e de uma profundidade de dar medo de altura. Esses teus olhos famintos, sem o menor escrúpulo, que invadem fortalezas como quem passeia na praia. Essa tua mania de empurrar palavras pelos olhos, de gritar comigo assim, em silêncio. É essa visão de mim em que nem eu acredito, espelhada em cada filete de cor da sua íris. São esses teus cílios arrastando no meu rosto sem convite, sem hora de ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esse teu jeito, essa mania, esses meus olhos enormes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-391610620579543527?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/391610620579543527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=391610620579543527&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/391610620579543527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/391610620579543527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2010/05/e-isso-sao-esses.html' title='É isso.'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-7782707214343969171</id><published>2010-04-23T21:03:00.000-03:00</published><updated>2010-05-09T21:44:02.574-03:00</updated><title type='text'>Cicatrizes.</title><content type='html'>Os dias contados no meu tempo&lt;br /&gt;Fazem pesar tantos anos&lt;br /&gt;Acumulados nos ombros&lt;br /&gt;Os outros e teus enganos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Sabe que estes presentes&lt;br /&gt;Não me afetam tanto&lt;br /&gt;Quanto antes, outros antes,&lt;br /&gt;O quanto antes eu resolver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tenho preguiça&lt;br /&gt;De sofrer por você&lt;br /&gt;Hoje sinto menos&lt;br /&gt;Tenho pouco a perder&lt;br /&gt;Aqui o que me resta é&lt;br /&gt;Nada além da impaciência...&lt;br /&gt;E ignorar sua existência&lt;br /&gt;Dentro do que tento ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Deitar comigo, sozinha&lt;br /&gt;Acordar com a dormência&lt;br /&gt;Escovar os dentes com ar&lt;br /&gt;No espelho nada olhar&lt;br /&gt;Do banheiro, dos seus olhos&lt;br /&gt;Dos novos e velhos sonhos&lt;br /&gt;E promessas descumpridas&lt;br /&gt;Antes mesmo do tempo&lt;br /&gt;De serem prometidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(Nem dá tempo de ficar bom na prosa, a gente já enferruja na poesia. Tentativa número 01 de voltar). &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-7782707214343969171?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/7782707214343969171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=7782707214343969171&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/7782707214343969171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/7782707214343969171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2010/05/cicatrizes.html' title='Cicatrizes.'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-4308731949705984534</id><published>2010-02-28T23:35:00.002-03:00</published><updated>2010-02-28T23:42:12.113-03:00</updated><title type='text'>Se eu tivesse papel de cartas.</title><content type='html'>Minha querida e melhor amiga,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que tudo está fora do lugar desde você deixou de encontrar aquele olhar que sempre caía no seu. É, assim, um pequeno equilíbrio quebrado... como quando a gente coloca a xícara um pouquinho fora do lugar no pires e nada mais é como antes. Tudo é mais complicado quando uma pilha de roupas do lado da cama é mais que um amontoado de pano. Fica bem difícil quando a pia se enche de louças, coisas não ditas e coisas que nunca se queria ter dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que esses teus olhos fundos não apontem mais para baixo. Olha, pequena, não é porque eles são cor de água que você tem que viver chorando. E se o teu peito dói, enche de sonhos... vai passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu tivesse papéis de carta, escreveria mil trezentas e vinte e sete linhas em folhas desenhadas, pra tua casa ser só perfume e colorido. Ou podia pedir ajuda de alguns moços mais espertos que eu, cheios de números em calculadoras, pra inventar um abraço eterno, que envolvesse o seu coração toda vez que ele pensasse em doer. Toda vez que você pensasse em doer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toma esse aqui esse guarda-chuva lilás. E, quando você não precisar mais dele, pode vir trocar por um passeio de mãos dadas. Não tem prazo, não. Ainda que todo o resto pareça tão perene...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/S4sn2QoO4-I/AAAAAAAAAGI/qzNy4QaRl78/s1600-h/1146071556_f.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="138" src="http://1.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/S4sn2QoO4-I/AAAAAAAAAGI/qzNy4QaRl78/s400/1146071556_f.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-4308731949705984534?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/4308731949705984534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=4308731949705984534&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/4308731949705984534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/4308731949705984534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2010/02/se-eu-tivesse-papel-de-cartas.html' title='Se eu tivesse papel de cartas.'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/S4sn2QoO4-I/AAAAAAAAAGI/qzNy4QaRl78/s72-c/1146071556_f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-2085404207859530514</id><published>2010-02-21T10:02:00.000-03:00</published><updated>2010-02-21T10:39:48.513-03:00</updated><title type='text'>Ó...</title><content type='html'>Ó... Olha só. O senhor é muito abusado ou deve ser muito corajoso. Pra entrar aqui desse jeito, fingindo que não tem porta ou território demarcado. Não sabe que todos os dias eu risco todas as linhas com giz no chão? E não é brincadeira de criança, não, moço. É o meu castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha bem. Eu sei que falei pra você não entrar, mas não precisa sair assim, tão rápido. O quê? Eu sei o que eu disse: pra não entrar. Onde é que você viu que era pra sair? Você me desculpe. Fica aqui, que eu fiz café com os nossos sonhos pr'a gente conversar sobre eles a noite toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é? Ah. Não tem problema, não. Essas linhas apagam sozinhas mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-2085404207859530514?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/2085404207859530514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=2085404207859530514&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/2085404207859530514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/2085404207859530514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2010/02/o.html' title='Ó...'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-6567190212339527681</id><published>2010-02-20T14:52:00.002-02:00</published><updated>2010-02-20T15:14:07.612-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='oceano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontro'/><title type='text'>Pedaço.</title><content type='html'>Foi naquela tarde em que a gente despejou um montão de palavras nas cordas&amp;nbsp;e depois ficou parando o olhar um no outro. Mais ou menos ali, onde você pegou o meu pé e eu não consegui protestar mesmo; olha bem, eu tenho aquela coisa de não deixar ninguém pegar o meu pé por aí. Mas você pegou como se fosse seu é só me devolveu quando quis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi naquela noite em que o tempo engoliu a gente de maneira fantástica e a sua boca engoliu a minha e, de repente, eu estava tão mergulhada em uns braços de mar enormes... e foi depois, também, quando veio&amp;nbsp;um céu&amp;nbsp;bem&amp;nbsp;frio e você fez que ia me abraçar, mas parou porque o medo era tão grande que os grãos de areia ficavam no caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ou menos aí que começou a nossa não-história. Mais ou menos ali, a impossibilidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-6567190212339527681?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/6567190212339527681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=6567190212339527681&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/6567190212339527681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/6567190212339527681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2010/02/pedaco.html' title='Pedaço.'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-4032770669402542471</id><published>2010-02-10T23:01:00.002-02:00</published><updated>2010-02-20T15:13:45.801-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solidão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='independência'/><title type='text'>Ela.</title><content type='html'>Gostava de se pensar assim: prática, direta e transparente.&lt;br /&gt;Um dia acordou e foi: independente. Mas, com os vultos na janela do metrô, só sentia solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí decidiu ser fútil... só que poetizava cada cor pintada no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De agora em diante, resolveu que não vai tentar ser maior. E começou a editar cada defeito, tentando ser o melhor pior de si possível.&lt;br /&gt;Recortou sentimentalismos, podou explosões, estancou o tremor que sempre dominou as mãos, diminuiu as ancas e nuances.&lt;br /&gt;E desse jeito foi, dessa forma era. Olhava no espelho e fingia gostar do que via por dentro. Tão bem que chegava a acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava de se pensar assim: prática, direta e transparente. Mas, na verdade, eu te digo uma coisa: o que ela era mesmo... era uma mulher.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-4032770669402542471?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/4032770669402542471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=4032770669402542471&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/4032770669402542471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/4032770669402542471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2010/02/ela.html' title='Ela.'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-5919232341876845732</id><published>2009-12-15T19:40:00.004-02:00</published><updated>2009-12-15T19:42:56.800-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peixe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Presidente Vargas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peixinho'/><title type='text'>A quase-história de um peixe.</title><content type='html'>Era um peixe pequeno, meio redondo e atrevido, mas não rebelde. Nadava e nadava pelo oceano imenso como se aquilo fosse sua casa. Tinha arroubos de coragem:&amp;nbsp;agitava a cauda bem rápido, bem, bem rápido, virava flecha&amp;nbsp;e traçava uma linha vertical em segundos acelerados. Ia&amp;nbsp;até 30 centímetros antes do fim da massa de água.&amp;nbsp;Não é que não tivesse coragem de saltar na superfície antes de voltar...&amp;nbsp;o por quê de não fazê-lo, já lhes disse: não era um peixinho rebelde. E nem gostava daquele grupinho de peixes-voadores, por assim dizer, que tentavam parecer o que não eram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um dia desses de&amp;nbsp;dezembro, fazia tanto calor. Sentiu suas escamas cozinhando e resolveu que melhor seria ficar paradinho e tentar não aumentar o desconforto. Encostou a barriga na areia e se pôs a filtrar água. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o peixinho não sabia era que o mar não se agrada com marasmo. O gigante salgado cansou de ficar parado. Olhou para a cidade suja e resolveu dar-lhe um banho. Agitou-se a partir da areia - ei, é bem ali que estava aquele peixe... o pequeno e redondo, lembram? - e usou seus impulsos de onda para se levantar bem alto, além da costa. (Peraí! Peraí! Cadê o peixinho?). Se jogou de uma vez só, caiu de costas, violento e destruidor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, que&amp;nbsp;banho&amp;nbsp;é esse? A poeira de asfalto, tornada em&amp;nbsp;lama, se juntava ao lodo e aos sacos plásticos. O senhor que me desculpe,&amp;nbsp;mas foi o trabalho mais sujo que já vi por esses lados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se vocês ainda estão por aqui, perguntando pelo tal peixinho, foi assim que aconteceu para ele: a barriga esfriou e sentiu alguma coisa - que ao mesmo tempo não podia sentir -&amp;nbsp;a puxá-lo&amp;nbsp;pela orgulhosa cauda.&amp;nbsp;O corpo subiu depressa, como nunca antes, pois a força que o arrastava não era a sua. Pensou que ia explodir com tamanha velocidade. (Daí lembrou que não tinha ar nos pulmões e nem mesmo pulmões... ficou mais calmo). Continuava se movimentando perdidamente - sendo movimentado&amp;nbsp;sem nenhum referencial de tempo e espaço. Se não estivesse mergulhado em água, certamente entenderia que aquilo era voar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, tudo parou. Olhou para os lados e não reconheceu: via um grande escuro e nada mais. Só depois de algum tempo, percebeu que o mar tinha ido embora, deixando apenas pequenos pedaços de si em depressões do asfalto. Largou o peixinho ali? Estava em uma poça de três centímetros de profundidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se eu fosse um peixe-voador, agitaria as barbatanas no ar até voltar pra casa...", pensou o peixinho atrevido, enquanto&amp;nbsp;morria sem protestar. &lt;br /&gt;(Eu disse: não era rebelde!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(Alguém tem uma teoria melhor pra explicar o peixe que vi numa poça ali no meio da Presidente Vargas?)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-5919232341876845732?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/5919232341876845732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=5919232341876845732&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/5919232341876845732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/5919232341876845732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2009/12/quase-historia-de-um-peixinho.html' title='A quase-história de um peixe.'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-1028942146454451011</id><published>2009-12-10T23:01:00.009-02:00</published><updated>2009-12-31T17:09:26.477-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rodoviária Novo Rio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grafite'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Centro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rodrigues Alves'/><title type='text'>No Rio pra te ver.</title><content type='html'>Acordara cedo na manhã cinzenta e molhada. Remoía os minutos de sono perdidos, sentada no banco daquele ônibus, que chacoalhava e fazia o espaço excessivo do assento parecer menos solitário. Havia percebido duas novas fissuras no rosto, que há semanas (anos?) carregava chumbo ao redor dos olhos. Mastigava todas as pequenas constatações matinais - essa chuva, que frio, tão cinza, e a lama nos pés, nem dá tempo de engolir um café -, por realmente não ter uma distração flutuante por ora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aquela cidade bonita, aquela maravilhosa, tem seus pedaços tão feios. Era ali, na Rodrigues Alves, que ela estava agora - ainda no ônibus, braços cruzados apertando o estômago e testa encostada no vidro da janela. Acabou de passar pela rodoviária e nem precisa abrir os olhos pra saber disso. Geralmente só prestava atenção no caminho quando ia pelo outro lado, apesar de já ter lido todos os provérbios(?) do Gentileza. Só hoje resolveu dar uma olhada na tristeza daquela rua, pra terminar de ruminar o mau humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos foram assim mesmo, despretenciosos, parar naquela parede. Aquela colorida, em que o desenho de um homem olhava pra ela, com um cartaz ao lado: "Ana, meu amor, tô no Rio pra te ver". Seguia um número de telefone. Rapidamente, sacou uma caneta e anotou na mão. Pensou em contar pros amigos numa mesa de bar. Ia ser engraçado e talvez alguém quisesse ligar pra ser a piada da noite. [E na verdade, como sua mão era bem suadeira, tudo ia ficar esquecido naqueles 10 segundos passados].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bolsa jogada na cadeira do escritório, as horas minutavam normais. Mas a palma da mão coçava. Coçava demais. Resolveu olhar. Oito números e um hífen vermelhos e em alto-relevo olhavam de volta. Ah, alergia. Correu para o banheiro e lavou a tinta da caneta recém-adquirida por R$0,50.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro item recém-adquirido: uma vontade incontrolável de ler os tais números em intervalos de tempo cada vez menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background-color: #cccccc; color: #cccccc;"&gt;__________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mais uma ida chuvosa. Mais uma noite de minutos perdidos. Pensando nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, na volta pra casa, ontem mesmo, já tinha decorado o tal telefone. E imaginava de onde ele vinha. Só alguém que viesse de lugar muito literário teria essa idéia: um recado no muro. Talvez viesse de algum livro da Clarice, talvez conhecesse a Macabéia ou morasse na aldeia do Alberto Caeiro. Devia ter os olhos bem escuros, e o cabelo? O cabelo ainda não dava pra imaginar. Ele não falava muito, mas falava certo. "Tô no Rio". Ah, é? "É, pra te ver". E pronto. Pra que mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que, depois, na manhã daquela nova ida chuvosa, passou todas as horas do caminho com medo. Só porque estava apaixonada. E não era aquele medo de estar, que a gente tem. Era medo de ser louca. É, porque quem não conhecia ele como ela - que passou a noite inteira conhecendo cada detalhe - poderia achar um absurdo se apaixonar por alguém que ainda não te conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem disse que não? Ele está no Rio pra me ver. Só faltava eu saber o telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(Pros fluminenses que atravessam a Ponte: o recado é real. E lindo. Tá numa daquelas pilastras ali de baixo, perto da Novo Rio...)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-1028942146454451011?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/1028942146454451011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=1028942146454451011&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/1028942146454451011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/1028942146454451011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2009/12/no-rio-pra-te-ver.html' title='No Rio pra te ver.'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-2525118536977603916</id><published>2009-12-06T23:25:00.000-02:00</published><updated>2009-12-06T23:25:42.507-02:00</updated><title type='text'>Nove linhas.</title><content type='html'>Hoje guardei suas cartas na caixa de coisas esquecidas. E relutei por guardá-las com as dele, que apesar de passadas, são verdadeiras. Remexendo no baú de coisas mortas e escritas, me dei conta: você não valeu um verso triste, uma carta de ódio, uma prosa de madrugada mal dormida. Você não preencheu uma linha de toda a minha grande história registrada em orelhas de cadernos, guardanapos e rascunhos de e-mail.&amp;nbsp; Não tem um poema sequer com o seu rosto ou descrevendo as suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não escrevi uma palavra feliz ao te encontrar. Não chorei em cima de nenhuma página quando você resolveu, assim, inesperada e abruptamente, partir e não mais existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, nessas linhas que escrevo só pra você (que não vale nenhuma delas), quero deixar claro, mas bem claro... que nunca te escrevi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-2525118536977603916?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/2525118536977603916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=2525118536977603916&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/2525118536977603916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/2525118536977603916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2009/12/nove-linhas.html' title='Nove linhas.'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-3760704654323270938</id><published>2009-12-06T12:28:00.008-02:00</published><updated>2009-12-07T08:00:50.143-02:00</updated><title type='text'>A fuga.</title><content type='html'>Procurou, durante meses, grãozinhos de coragem. Guardou todos em seu sapato de verniz vermelho, pro caso de algum vento repentino ou ladrão de sentimentos entrar pela janela. Hoje em dia, todo cuidado é pouco com seu montinho de coragem. Estão sempre tentando roubar um pedacinho dele... e de pouco em pouco, ele fica vazio e acaba. Aí, você é como todo mundo: procurando a coragem alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que entrou pela janela não foi pessoa nem rajada. Foi simples, assim: uma palavra e uma interrogação. Entraram e saíram mais rápido do que um besourinho perdido. Só que os grãozinhos... aonde foram parar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-3760704654323270938?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/3760704654323270938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=3760704654323270938&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/3760704654323270938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/3760704654323270938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2009/12/procurou-durante-meses-graozinhos-de.html' title='A fuga.'/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-5996866339207633329</id><published>2009-12-05T02:50:00.000-02:00</published><updated>2009-12-06T12:33:16.942-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);font-size:180%;" &gt;(re)Commencer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reabri o blog. Preciso de um espacinho de descarrego (ou de saber, aqui com o meu umbigo, que tenho um espacinho de descarrego).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em deletar os posts antigos porque são mega &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dark &amp;amp; twisted&lt;/span&gt; e agora a proposta (assim como eu?) é outra... mas assim era. E se assim não tivesse sido, hoje também não seria como é. Captou? rs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí que agora decidi que isso aqui vai ser espaço livre e sem rigor literário, crítico ou suzanístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, além disso, na cara de pau, vou aproveitar o primeiro texto que postei aqui, em 2005. Porque vale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, até.&lt;br /&gt;Beijo, beijo,&lt;br /&gt;Su.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mesmo com a certeza de que isso vai cair em desleixo num futuro próximo, abro e começo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Risco, rabisco e arrisco. Faço o que for, só me recuso a ficar calada. Silêncio me parece impossível de tão fácil, insuportável de tão cômodo. Gosto da pausa do calar, odeio sua continuação. Antes muito do que arrependida, prefiro parecer ridí­cula a não parecer. E prefiro ser demais a não ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Isso pode ser um começo sem fim, talvez sem meio, mas não dá pra saber sem tentar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dia desses, me deu aquela vontade de falar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bem-vindo ao circo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sinta-se à  vontade,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;não faça silêncio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e nunca feche a porta ao sair.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-5996866339207633329?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/5996866339207633329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=5996866339207633329&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/5996866339207633329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/5996866339207633329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2009/12/recommencer.html' title=''/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-3611633686355793604</id><published>2009-12-05T02:24:00.000-02:00</published><updated>2009-12-06T12:33:32.271-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt; . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt; . . .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-3611633686355793604?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/3611633686355793604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=3611633686355793604&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/3611633686355793604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/3611633686355793604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2009/12/blog-post_72.html' title=''/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-520196256479204876</id><published>2009-12-05T02:22:00.000-02:00</published><updated>2009-12-06T12:34:20.106-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(204, 204, 204);font-size:180%;" &gt;BLOG ANTIGO.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt; . . .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . . &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;. . .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-520196256479204876?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/520196256479204876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=520196256479204876&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/520196256479204876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/520196256479204876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2009/12/blog-post_06.html' title=''/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-2164722786132757445</id><published>2008-07-22T22:46:00.007-03:00</published><updated>2009-12-06T21:57:46.073-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo não volta atrás. Enquanto Einstein não aparecer vivo em boletim extraordinário de todos os telejornais existentes, não há quem me convença da Teoria da Relatividade ou da possibilidade de fazer as horas existirem de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que, então, sinto tantas vezes uma vontade, bem no estômago, de amarrar minutos nos meus calcanhares e girar neles até que os segundos atados caiam volta bem na minha frente? Talvez porque esteja sempre olhando para trás com as saudades qualquer outro lado. Mas o caminho é à frente. E tem tanto tropeço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comparação é um dos amigos mais cruéis do tempo. Comparar seu rosto, seu corpo, amigos e o peso dentro do peito... como você era há três anos? Quem você era...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como ou o quê, mas tem alguma coisa aqui - dentro ou fora de mim? - roubando meus segundos.&lt;br /&gt;Agora mesmo.&lt;br /&gt;Lá vai outro.&lt;br /&gt;E mais outro.&lt;br /&gt;E outro... desses que não terei mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-2164722786132757445?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/2164722786132757445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=2164722786132757445&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/2164722786132757445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/2164722786132757445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2008/07/o-tempo-no-volta-atrs.html' title=''/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-304214505238377431</id><published>2008-07-14T19:09:00.002-03:00</published><updated>2008-07-14T19:25:28.531-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Costumava pensar na vida como uma construção... civil mesmo, em que cada bloco de barro formar-se-ia de suor ou lágrimas - às vezes de ambos.  Acho "construir" algo da natureza; da mãe e da humana. Ninguém é feliz sentado em seu quadrado cheio de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se ter paredes... As paredes cerram. Fazem-se necessárias, então, janelas e portas - que abrem demais. Então, chega a vez das chaves, cadeados. Eles fecham quem está lá fora, mas também nos fecham por dentro. Daí são feitas 168 cópias - para cada ente querido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer com sua casa, se te arrancam as paredes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nela ficam você e o vazio. E o teto caindo na cabeça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-304214505238377431?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/304214505238377431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=304214505238377431&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/304214505238377431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/304214505238377431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2008/07/costumava-pensar-na-vida-como-uma.html' title=''/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-6106639083175404344</id><published>2008-04-10T20:36:00.009-03:00</published><updated>2009-12-06T12:06:25.684-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;        Exercício da aula de Audiovisual - Transcrição de um trecho de filme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(minha) Transcrição e descrição de:&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Garamond;font-size:24px;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 204, 255);font-size:180%;" &gt;Before Sunset&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Antes do Pôr-do-Sol&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;(2004)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/R_6l0AiNqkI/AAAAAAAAAAc/XJmJ3qDXsog/s1600-h/clip_image002.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/R_6l0AiNqkI/AAAAAAAAAAc/XJmJ3qDXsog/s320/clip_image002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187766133692672578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 150%;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;Fragmento de [00:46:25] a [00:49:43]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Diretor:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt; Richard Linklater&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;Créditos de autoria:&lt;/b&gt; Richard Linklater (personagens, história e roteiro), Kim Krizan (personagens e história), Julie Delpy (roteiro) e Ethan Hawke (roteiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;__________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;É um tema qualquer que perpassa entre as bocas e ouvidos dos dois. Arquitetura, tempo, (mesmo?), economia, política. Tudo aquilo que possa esconder o passado ou o nervosismo, estampados no canto dos olhos. Mas se existe algo que não se pode subestimar é o poder emotivo do Rio Sena ou da bela Notre Dame. Depois de ouvir algumas vírgulas sem sentido e mesmo assim concordar, ela volta os olhos aos calcanhares, se perdendo dois precisos segundos. Está tentando se livrar daquele embaraçoso silêncio que, por mais que só pudesse durar dois segundos, seria sempre o silêncio – a brecha para um verdadeiro encontro de olhares. Com algo que tenta ser um riso (ou sorriso?) despretensioso, estão os dois agora correndo contra o silêncio e ela dá o primeiro passo: ergue a cabeça, palavras atropelando sua própria boca pareciam ir de encontro a um recém-conhecido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;                      &lt;/span&gt;            ― É... isso é ótimo. É algo que eu nunca havia feito... às vezes esqueço o quão bela Paris é... ― diz Celine, finalmente voltando-se&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;inteira para a proa do barco de turismo, onde Jesse estava sentado, entre dois salva-vidas de cor laranja.&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Não é nada mau ser turista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Obrigada pelo passeio de barco. ― ela continua enquanto anda até a proa e se posta ao lado dele. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― De nada... ― Jesse responde mecanicamente, mas com aquele sorriso leve, só dele, voltando-se para esquerda de modo a encarar Celine de frente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Ele não precisa juntar grãos de coragem como ela. Nem esperar o momento oportuno. E assim foi direto ao ponto: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Sabe... acho que aquele livro que escrevi, de certa forma, foi como se eu estivesse construindo algo... que me impedisse de esquecer os detalhes de quando estivemos juntos. Sabe, como algo que me lembrasse que... nós realmente estivemos juntos, que isso era real, aconteceu de verdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Uma sombra invade o barco ao passarem sob uma das muitas pequenas pontes do Sena. E todas as palavras de Jesse ecoam em Celine dando a ela aquela brecha. Aquela de se falar da maior experiência de sua vida como quem fala sobre que o que comeu no almoço. Não por ser natural falar dela agora, mas pela incessante tentativa de fazê-la menos importante para que não doa tanto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Fico feliz por você dizer isso porque... quero dizer, sempre me senti tão anormal por nunca ser capaz de seguir em frente... assim! ― diz, estalando o polegar num gesto rápido para demonstrar o que “assim” significa. Ele desvia o olhar vez ou outra para observar o rio que fica para trás enquanto ela vai em frente:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― As pessoas têm casos ou até... relacionamentos inteiros... e então, eles terminam e esquecem. Mudam como se trocassem de marca de cereal. Sinto como se nunca fosse capaz de esquecer ninguém com quem estive. Porque cada pessoa tem... sabe, qualidades específicas. Você não pode substituir ninguém. O que está perdido, está perdido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;E, ao dizer isso, perde-se ela mesma, com os cabelos embaraçados pelo vento, dois outros segundos em seus calcanhares antes de continuar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Cada relacionamento que termina... me magoa. Nunca me recupero completamente. É por isso que sou muito cuidadosa ao me envolver com alguém porque... magoa muito. Até só transar... na verdade, não faço mais isso. ― ela ri e o faz rir também ― Eu sempre vou sentir saudades daquela pessoa. Das coisas mais mundanas nela. Assim&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;... tenho&lt;/span&gt; obsessão&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; pelas coisas pequenas. Talvez eu seja louca...&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;― ela prossegue enquanto Jesse dá mais um de seus sorrisos tortos.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Sabe,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;minha mãe me contou que quando eu era pequena, sempre chegava atrasada na escola. Um dia, ela me seguiu para descobrir por quê. Durante todo o caminho, eu parava para assistir as castanhas caírem das árvores e rolarem na calçada... ou formigas, atravessando a rua... ou como a sombra de uma folha se projetava no tronco da árvore... coisas pequenas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Jesse não faz nada senão olhar fascinado o rosto dela. É como se ali, apesar das feições mais maduras e menos românticas, estivesse a mesma menina daquela noite, há tanto anos atrás. Ele não a interrompia... e ela não se importava com isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Acho que é o mesmo com as pessoas ―, dizia. ― Eu as vejo em pequenos detalhes.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Tão específicos em cada um... que me toca. E eu sinto saudades... e sempre vou sentir. Nunca se pode substituir alguém. Porque todos são feitos de tantos detalhes bonitos, mínimos e específicos... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Ela finalmente tem a coragem de ser mais direta. Mesmo que tenha que se perder nos calcanhares uma terceira vez para encontrá-la. &lt;span style="" lang="EN-US"&gt;E sorri. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Como… eu me lembro... que a sua barba tem alguns fios avermelhados. E como o sol fazia ela brilhar naquela... naquela manhã, pouco antes de você partir. Me lembro disso e... sinto saudades. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Agora ela parece um tanto desconcertada e vasculha seu vocabulário por uma fração de segundo. Sorri e ri, tenta quebrar o momento:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Sou louca mesmo, certo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Certo, agora eu sei com certeza... ― ele responde, tão desconcertado quanto, mas mas ciente do espaço, recém-surgido. Aquele que se chama 'possibilidade'. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;― Quer saber por que eu escrevi aquele livro estúpido? ― ele pergunta.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Ela ignora os fios loiros que são jogados pelo vento em seu rosto e mantém os olhos fixos nos dele, como quem procura a maior explicação da vida. ― Por quê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Porque assim você viria à sessão de leitura em Paris e eu poderia andar até você e perguntar: “Onde diabos você estava?”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Não... você achou mesmo que eu estaria aqui... hoje? ― questiona incrédula, mais por não querer acreditar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― É sério, eu acho... eu escrevi, de certa forma, pra tentar te encontrar!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Ok. Ok, eu sei que não é verdade, mas foi gentil da sua parte dizer isso. - responde, incrédula... mais pela vontade de que o passado permanecesse em inércia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Mas é verdade!!! Que chances nós teríamos de nos ver novamente?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Depois daquele dezembro? Eu diria quase zero. ― Ela procura as palavras para tentar se explicar:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Nós não somos reais de qualquer forma, certo? Somos somente... como personagens no sonho de uma velha senhora. Ela está deitada em sua cama, esperando a morte, fantasiando sobra sua juventude... &lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Então, ali, claro que tínhamos que nos encontrar novamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Ele se levanta abruptamente e anda até o lado do barco, onde ela estava recostada no início do passeio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Meu Deus!! ― ele tem um meio tom de desespero na voz. ― Por que você não estava em Viena? ― e, enquanto fala, esmurra a mão esquerda uma vez tentando tirar de dentro de si parte da frustração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Eu lhe disse por quê! ― ela responde, um tanto confusa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Não... eu sei por quê... mas só... eu queria que você estivesse lá! Nossas vidas poderiam ter sido tão diferentes...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Você acha? ― ela era atéia e sua expressão de incredulidade perante das palavras dele era a mesma que tinha quando disse não acreditar em Deus. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;― Na verdade, sim!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;― Talvez não... talvez poderíamos até nos odiar no final das contas. ― ela tentava convencê-lo de seu ponto de vista com menos pressa do que a si mesma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;― Ah, sim… &lt;/span&gt;&lt;st1:city&gt;&lt;st1:place&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;como&lt;/span&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;/st1:city&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;? &lt;/span&gt;Da mesma maneira que nos odiamos agora?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;E a sombra de uma outra pequena ponte parisiense os encobre enquanto ela se vê perdida outra vez nos calcanhares. Numa busca incessante de alguma forma, qualquer uma, de evitar olhar o passado de maneira diferente... como algo que possa ser mudado.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-family:Garamond;font-size:24px;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-6106639083175404344?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/6106639083175404344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=6106639083175404344&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/6106639083175404344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/6106639083175404344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2008/04/um-assunto-qualquer-perpassa-entre-as.html' title=''/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/R_6l0AiNqkI/AAAAAAAAAAc/XJmJ3qDXsog/s72-c/clip_image002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-3337032594363026479</id><published>2008-03-15T23:11:00.004-03:00</published><updated>2008-12-12T05:38:50.864-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;FIM.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chovia no dia em que percebeu: sua vida não era feita de finais felizes, apenas de finais. Choveu dos olhos para fora ao lembrar da dormência. E desejou não ter o peito para lembrá-la de sua escolha. Desejou, como há tanto tempo não fazia, ser vazia e sem pulsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia como entender. Como aquilo, que antes a fazia respirar, agora oprimia o peito com tanta violência..? A ponto de seus doze pares de costelas serem novamente batizados por substantivos presentes em diversos graus entre "mágoa" e "raiva".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chumbo da tristeza era palpável e pesava em seus pulmões. Seu rosto, antes enfeitado com broches de sorriso, era hoje infectado por um cinza eterno. Todas as palavras antes proferidas por dois caíam como granizo afiado em suas costas, marcando em sua pele cortes finos e profundos. Não havia mais lugar para asas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, enquanto olhava para trás, percebeu que o fazia sozinha. Procurou ao seu lado e só encontrou resquícios do que ela mesma havia sido. Pois, fora isso, não havia mais nada. Sua inútil disposição em acreditar deu-lhe uma bofetada no rosto e atirou-a no chão. As mãos trêmulas e mal acostumadas ao vazio buscaram retalhos e uma agulha. Enquanto a cabeça latejante gritava verdades, o músculo ainda desperto no peito preferia assistir os dedos e braços sendo perfurados. Recusava-se a ajudar os olhos a se abrirem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela já sabe que o quarto está vazio.&lt;br /&gt;Just say the words.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/R9ycX6xAf0I/AAAAAAAAAAU/TubEmVSWYL4/s1600-h/desenhoblog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178185606294961986" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/R9ycX6xAf0I/AAAAAAAAAAU/TubEmVSWYL4/s320/desenhoblog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/R9ycDKxAfzI/AAAAAAAAAAM/Fj5iidr925g/s1600-h/desenhoblog.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-3337032594363026479?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/3337032594363026479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=3337032594363026479&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/3337032594363026479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/3337032594363026479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2008/03/fim.html' title=''/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/R9ycX6xAf0I/AAAAAAAAAAU/TubEmVSWYL4/s72-c/desenhoblog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-113150357362441553</id><published>2005-11-08T23:44:00.000-02:00</published><updated>2005-11-09T00:45:24.346-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;if I was no longer queen.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(parte III - finalmente, o final)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;__&lt;/span&gt;Sentiu a maquiagem de sempre se desmanchar entre os dedos sem nenhuma pretensão de recobrar a vaidade. Se existissem espelhos em sua vida, poderia ser que curasse o peito num caco qualquer - pensou. Tropeçou em pedaços foscos e estilhaços, ouro de tolo e cristais vagabundos. Desejou ser uma estrela, mesmo que em eternidade perecível, para dar a mão a todas as coisas do mundo de uma só vez. Começou a andar em uma linha reta, pés atados na cautela, cabeça baixa para o asfalto, braços cruzados, passos rápidos que seguiam em seu propósito evasivo.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;__&lt;/span&gt;"E pra que andar assim sem saber pra onde?". Ela passou as mãos pelos ouvidos tentando afastar deles as interrogações e melodias confusas. "Sem saber por quê...". Ela apertou o passo, parecia estar adivinhando como isso iria continuar. "e sem alguém pra segurar a sua mão.". Tarde demais, era a dor no peito de novo. Aquela que latejava enquanto o coração batia fora dele mesmo e fazia os olhos arderem. Ergueu a cabeça e olhou para o lado na esperança de continuar em mais uma rua sem culpa nessa vida dormente.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;__&lt;/span&gt;Ainda que tentasse fechar os olhos, já estava ali a insistente melodia que teimava em entrar por seus ouvidos, ganhar todos os seus poros. Ali estavam o sorriso e os braços abertos de quem nem sabia o que querer. Ali estavam também todas as dúvidas em aceitar. Mas havia um abraço, que vinha do peito dele e se prendia ao dela de forma a soltar todos os espinhos que insistiam em se alojar lá dentro para que não fosse possível sentir. E, quando deram as mãos, puseram-se a caminhar pelo mundo gritando os amanhãs que esperam.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;__&lt;/span&gt;Sempre que se sente pequena, procura sua própria imagem no espelho dos olhos dele e se encontra mais do que inteira - quando achava só precisar de cacos. Cabeça encostada no peito dele, ouve todos os hinos e respira toda a felicidade que há no mundo. Fecha os olhos, como tantas outras vezes. Mas, dessa vez, só para agradecer os dedos entrelaçados à sua mão.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;d-_-b (takingbacksunday.newamericanclassic)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-113150357362441553?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/113150357362441553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=113150357362441553&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/113150357362441553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/113150357362441553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2005/11/if-i-was-no-longer-queen.html' title=''/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-112759775759625109</id><published>2005-09-24T17:37:00.000-03:00</published><updated>2005-09-24T18:46:06.426-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;if I was no longer queen&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(parte II)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;__&lt;/span&gt;Ou talvez tivesse apenas acordado, pensou ela. O fato é que, fora do trono, já não era mais o centro. Nem das atenções, nem das censuras. Continuava deitada, a nova perspectiva a deixara no início de tudo e não podia se mover, pois não sabia começar. Ver mais que apenas uma platéia esperando seus deslizes a ensurdecia e, aos poucos, sentia-se começar uma sabotagem de sua própria respiração. Depois de tanto tempo como reflexo dos outros, não queria nem o ar que lhes valia. E assim foi entrar num estado que podia ser qualquer coisa, menos consciente. Sentia um abalo, que emanava de um centro e terminava nos pulsos. Sentia, pela primeira vez, cada batida do músculo em seu peito oco. E sentia dor. Ela... ela sentia.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;__&lt;/span&gt;Mas quão incômodo era sentir... de repente, tinha um universo dentro de si, mais precisamente, parecia ter um mundo na garganta. E toda a amargura do sentir confundia a recém-descoberta parte doce de ser. Talvez a vida fosse mais fácil quando tudo se resumia a reclinar a cabeça e sorrir. Definitivamente, era bem mais fácil, só não era vida. A possibilidade de remendos e de uma volta à sua sobrevida era totalmente afastada quando sentia o líquido quente pulsar nas pontas os dedos. No mais intenso sentido da palavra, deliciava-se na própria consternação.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;__&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Sentou-se, então, e ficou mais um tempo voltando-se para dentro a olhar seus joelhos feridos. Eram as marcas da queda, o físico daquilo tudo. Decidiu que ali também não era o seu lugar... não no chão. Que fosse caminho, mas nunca destino. Apertou as mãos nos olhos como se isso pudesse segurar toda lágrima que insistia em cair. Começava a se afogar no desespero de descobrir como ser sem descobrir o que ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua... de novo).&lt;br /&gt;(hihihi, nem ligo se to enrolando).&lt;br /&gt;(a próxima vai ser pequenininha).&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-112759775759625109?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/112759775759625109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=112759775759625109&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/112759775759625109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/112759775759625109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2005/09/if-i-was-no-longer-queen-parte-iiou.html' title=''/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-112724182383010582</id><published>2005-09-20T15:05:00.001-03:00</published><updated>2009-12-05T14:34:30.671-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;strong&gt;if I was no longer queen.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fazia tempo que sentira o gosto de estar no centro. O sabor doce e breve de todas as atenções a espreitar, esperar seu próximo passo, seu próximo jogo, sua próxima queda. E, nesse tempo, desconfortável no trono imaginário, conversava horas a fio com todos que nunca escutariam por estarem deveras preocupados em gritar seriedades. E que fossem secos, não importa, gritavam. Gritavam a assustar o silêncio. O silêncio sempre fora sua música preferida, de leveza insuportável. No espaço branco e taciturno, encaixava pequenas melodias de sonhos, que não caberiam em pautas desse reino ou de qualquer outro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ah, mas essas últimas horas. Mas essas últimas horas mudavam o compasso, pediam mais espaço. Os braços do sólio não mais eram apoios, faziam-se em clausura. O ar vazio cansava-se de preencher os espaços antes de chegar aos pulmões. E, pela primeira vez, ela experimentou a travessia por cima da lâmina que corta o que amamos do que odiamos. E odiou, e odiou, e odiou. O vazio, e o branco, e a falta, e o silêncio. E odiou seu trono, seu reino, seu título, seu centro. Levantou-se e maldisse o sangue, o sobrenome. Rasgou o vestido real, atirou fora a coroa. Desceu da solenidade pelos degraus à frente de seu assento e tropeçou nos próprios pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no chão, ponderava... e se simplesmente não levantasse? Se sumisse no rasteiro e nunca mais tivesse que ser vista, esperada. Se não tivesse que se levar a sério, se não mais condissesse ao que sempre fora, se nunca correspondesse ao que dela esperavam... Semi-acordada, reabriu sua fábrica de sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua...)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-112724182383010582?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/112724182383010582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=112724182383010582&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/112724182383010582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/112724182383010582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2005/09/if-i-was-no-longer-queen.html' title=''/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16535376.post-112715293187630288</id><published>2005-09-19T14:53:00.000-03:00</published><updated>2005-09-20T15:05:21.660-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mesmo com a certeza de que isso vai cair em desleixo num futuro próximo, abro e começo.&lt;br /&gt;Risco, rabisco e arrisco. Faço o que for, só me recuso a ficar calada. Silêncio me parece impossível de tão fácil, insuportável de tão cômodo. Gosto da pausa do calar, odeio sua continuação. Antes muito do que arrependida, prefiro parecer ridí&amp;shy;cula a não parecer. E prefiro ser demais a não ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso pode ser um começo sem fim, talvez sem meio, mas não dá pra saber sem tentar.&lt;br /&gt;Dia desses, me deu aquela vontade de falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-vindo ao circo,&lt;br /&gt;sinta-se à  vontade,&lt;br /&gt;não faça silêncio&lt;br /&gt;e nunca feche a porta ao sair.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16535376-112715293187630288?l=transitiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://transitiva.blogspot.com/feeds/112715293187630288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16535376&amp;postID=112715293187630288&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/112715293187630288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16535376/posts/default/112715293187630288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://transitiva.blogspot.com/2005/09/mesmo-com-certeza-de-que-isso-vai-cair.html' title=''/><author><name>Suzana Meireles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00704159631091906561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_iC1CnSI608Q/Sxp6V2eMVzI/AAAAAAAAAEg/CKoHl82h558/S220/14736_342966425561_540980561_9925816_5459720_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
